NEIDE, S.PEDRO E OS “DEUSES”
Após ter defrontado o primeiro classificado a URC deslocou-se ao reduto do segundo classificado num dia verdadeiramente de inverno. Um campo quase impraticável ( certo que o Fujanco

também assim fica nestes dias e por isso já houve jogos que não se realizaram ) devido à chuva constante enviada pelo S.Pedro, aliado a uma equipa forte e moralizada pela campanha até ao momento eram à partida obstáculos muito difíceis de ultrapassar pelas visitantes mas o decorrer do jogo veio desmentir esse receio, pena que a melhor jogadora em campo estivesse na baliza do Escola que ainda contou com ajuda dos “deuses”. O tempo não convidava a sair de casa mesmo assim o parque de jogos apresentou razoável moldura humana que presenciou um bom jogo de futebol onde as atletas de ambas equipas tudo fizeram para vencer. O jogo começou sobre o signo do equilíbrio com as equipas a tentar jogar a bola mas depressa se aperceberam que seria difícil jogar junto ao solo mesmo assim insistiam nessa solução, aos 8’ Anita cria a primeira situação de

perigo, aos 12’ Neide defende quase por instinto um desvio de uma defesa local, aos 18’ foi Noémia que atirou ao lado da baliza de Teresa. Aos 26’ o segundo momento de Neide, Anita foge pela esquerda já dentro da área atira forte para defesa magnífica de Neide que depois foi auxiliada por uma colega da defesa que evitou o golo na recarga de Tita. Volvido um minuto e após insistência, Cris atira forte , Neide estava batida mas … estava lá a trave para a substituir sorte para as da casa. O Escola não conseguia entrar na área da URC a não ser em bolas paradas mas na primeira parte não conseguiu criar verdadeiro perigo, o intervalo chegou com um resultado enganador e algo injusto para o Cadima.
O segundo teve uma história um pouco diferente da primeira sobretudo pelos golos, iniciou melhor a equipa da casa que logo aos 51’ criou perigo mas o remate saiu ao lado, pouco depois Dina numa boa jogada individual ultrapassa a defensiva local em cima da linha final faz um passe atrasado com Tita a “fuzilar” a baliza do Escola, a bola foi embater com violência em Neide que evitou assim o golo sem saber como. No minuto seguinte uma atleta da casa corta a bola com o braço já dentro da área a cruzamento de Cris não sendo assinalada qualquer falta, podemos dar o beneficio da dúvida pelo estado do terreno mas se fosse na área contraria ??? na sequência da jogada a bola é enviada para canto, Cris marcou e Diana atira de cabeça à trave da baliza de Neide que uma vez mais
batida teve a preciosa ajuda dos “deuses”, há dias assim. O Cadima estava mais perigoso e com boa atitude até que aos 70

minutos a senhora arbitra decide parar o jogo para “aquecer” as mãos junto do banco do Escola. Ai o jogo virou, tanto nas suas decisões como quebrou o ritmo de jogo sendo a equipa visitante mais prejudicada pois estava em fase ascendente, aproveitando o Escola para sacudir a pressão. Após a reentrada em campo da arbitra o Escola ganha um canto, as suas atletas aproveitaram a passividade do momento da equipa visitante e marcaram o primeiro golo da tarde. Após “tanto” tempo paradas as atletas de Cadima não conseguiram entrar no jogo, acusaram o golo, e no minuto seguinte o dois zero a papel químico só que do lado contrário. O jogo parecia perdido para as gandarezas contudo não baixaram os braços conseguindo reduzir a desvantagem para a diferença mínima. O Escola tremeu e por momentos valia tudo para a bola sair da sua zona defensiva mas o Cadima em tarde de azar viria a oferecer o terceiro golo ao Escola, Teresa não foi feliz aliviar a bola e Noémia com calma e categoria só teve de acertar na baliza fechando o

placard. Num dia de imensa chuva, num campo pesado onde as marcações não eram visíveis inclusive algumas não existiam cobertas pela água, uma prancha sobre a água para que as suplentes pudessem ocupar os seus lugares , um adversário forte e moralizado, o Cadima encontrou muita resistência e alguma infelicidade em lances decisivos. O resultado final é “mentiroso” para o que se passou em campo, mas é assim a beleza do futebol, a incerteza, a trave, a bonita jogada, o azar , a sorte, fazem deste desporto uma beleza apesar de nem sempre justo. Parabéns ao Escola pela vitória pois soube aproveitar bem os deslizes visitantes e parabéns ao Cadima pela excelente atitude e não fosse uma Neide em dia sim, os “deuses” estarem contra e o resultado podia muito bem ter sido outro.
Arbitragem “traiu” o Cadima com a paragem.






